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16 novembro 2015
10 novembro 2015
08 dezembro 2014
Um dia de sol perdido no contar dos dias terá o mesmo destino que as lágrimas que caem sobre a terra mirrada?
O corpo pede e grita sublevação, mas o espirito quebrado pela mentira recusa. Estropeado, mutilado, derreado. Amaldiçoado, por ter a capacidade de procurar sinónimos para aleijado! Sai desse fosso, levanta-te, liberta-te. Basta afastar o amontoado de carne e ossos dessa laje branca e fria. Olhar para o alto, ver o azul e o branco, cegar com a luz do sol, sentir o calor na face, despertar, saltar desse leito mortal, andar com os pés firmes no solo, permitir que o vento acaricie o teu rosto. Abrir os olhos pelas milhentas cores da natureza, inspirar o verde, o azul, o escuro da terra, ou até o amargor das pessoas. A tumba escura e bafienta trespassa-me o corpo, segurando com amarras ferrugentas e cordas grossas, treliça de teias e farpas negras criadas por uma mente torturada.
Este sol chama-me, como um canto de sereia, inaudível, sereno, maldito, doce e irresistível como aquela pequena estrela que vive cintilante dentro de cada lágrima, sempre visível enquanto esta desliza suavemente pelo rosto.
Este sol chama-me, como um canto de sereia, inaudível, sereno, maldito, doce e irresistível como aquela pequena estrela que vive cintilante dentro de cada lágrima, sempre visível enquanto esta desliza suavemente pelo rosto.
Ergue-te caído, assoma o teu semblante na direção destes raios de sol, descobre, continua a procurar o mistério... vive mais um dia.
18 novembro 2013
Mastique
Existe muito pouco a dizer, especialmente depois de ausentar-me por tanto tempo! Falta a cola que une as ideias, o fio condutor, a argamassa que aglutina todos os momentos da nossa vida. Quando o bom e o mau deixam de ter cores diferenciadas, ou apenas as memórias desses momentos tornam-se turvas, devemos questionar-mo-nos sobre...
Divagações!!!!
A chuva irá certamente lavar a lama entranhada, para permitir um respirar leve e compassado.
Mais um dia de vida!
17 junho 2012
生き甲斐
A importância devida às pequenas coisas...
07 agosto 2011
Κάθαρσις
Dizem que devemos ler mil livros antes sequer de termos a dignidade para escrever algumas linhas para apreço de outros. Pois acredito que todo o conceito, apesar de coerente, é erróneo! Acredito que faz todo o sentido usarmos o verbo para expandirmos a voz e alma, usarmos o verbo como extensão do arquear da língua para produzir sons, um espelho finamente polido, numa sala sem portas, para o qual podemos sem receio olharmos para dentro de nós, para vislumbrar a verdadeira cor do nosso, para ter a oportunidade de abraçar a etérea forma do nosso ser.
Creio que todos gostariam de ter oportunidade de traçar a linha condutora da sua vida, possuir a pena mágica que permite reescrever nas entrelinhas do nosso destino, alterando-o, ou até conseguir que a próxima pagina fosse branca, para sermos nós os autores da seguinte prosa. Somos todos constituídos da mesma matéria e movemos-nos com a mesma energia, ligados a todos os outros elementos que formam este belo Universo.
Como lavar o corpo demoradamente com sal grosso até a carne sentir-se viva, afogarmos-nos no Oceano e sentirmos o cheiro da maresia pela primeira vez numa lufada de ar, sentirmos o queimar do suor quente a escorrer pelo ventre enquanto fazemos amor ou o torpor embriagado de um orgasmo, o som surdo dos corações e corpos ao palpitarem em uníssono, sob o arfar quente e salgado da paixão.
Estou cansado de tudo e de muita coisa, necessito de cair para ter oportunidade de levantar-me, ou apenas ficar deitado a vislumbrar as constelações de olhos bem abertos, esquecer as pessoas e o mundo, viajar para longe para poder descobrir as cores dos pequenos momentos, arrancar as raízes e roçar os ramos podres para poder enxertar novos galhos cheios de vida. Preciso largar tudo para não mais sentir falta.
Esta é a minha despedida, eventualmente um até breve, ainda não sei, ainda não está escrito, ainda não foi lido, mas também não será importante!
Todas estas palavras sabem a cinza escura, secam-me a boca, vou finalmente calar-me...
Todas estas palavras sabem a cinza escura, secam-me a boca, vou finalmente calar-me...
01 junho 2011
30 abril 2011
21 abril 2011
17 abril 2011
O pequeno seixo coberto com limo escuro...
Quando todas estas as nuvens negras encimam a minha magra sombra e sou fustigado pela chuva fria que cai sobre os meus ombros, nada mais resta a fazer senão sorrir. Pela dádiva da vida, pela frescura da água, pela beleza da natureza e pelo cheiro forte e quente da terra molhada.
Com o nome arrastado pela lama, a credibilidade dilacerada por mentiras, o corpo partido pela opressão, o orgulho manchado por mentiras, difamado e banido por gente cruel e triste, resta-se abrir os braços mostrar o peito aberto e chorar de alegria.
Com os olhos fechados, as lágrimas quentes aquecem-me o corpo gélido e uma alegria alimentada pelo amor daqueles que realmente são importantes, faz desvanecer a dor, fazendo desaparecer as ossadas marcadas no meu torso, os olhos caídos, plantados em covas escuras no rosto cinzento iluminam-se para mostrar a quem vê mais longe daquilo se os fracos sentidos mostram, a luz forte que brilha de dentro para fora, o fogo branco que nasce da verdade, a força que pulsa desde o principio dos tempos, o lume criador da alma.
Vou morrer, mas não hoje!
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26 março 2011
20 março 2011
A noite do segundo dia
03 janeiro 2011
Sonho
Abraça o tronco da árvore e sente o espírito, sente o calor da pedra entrar no teu corpo, mergulha na nascente como se fosse um lugar líquido do teu corpo noutra vida. Mas os espíritos têm de ser reconhecidos para tornarem-se reais. Eles não estão fora de nós, nem inteiramente dentro, mas correm para diante e para trás entre nós e os objectos que fizemos, na paisagem que moldámos e na qual nos movemos. Sonhámos com todas estas coisas nas nossas vidas mais profundas e elas são nós próprios.
04 novembro 2010
22 setembro 2010
Quimera
Os olhos brancos , não turvos, apenas cegos ao sentir das cores e das formas, a boca e os ouvidos cautetizados, carne alisada e suave, para que nenhum zumbido ou insecto possa entrar, o estômago vazio, escuro e fundo, sem o choro contorcido da fome, as mãos que tocam sofregamente, por não sentir, os pés e as pernas que tentam erguer um torso sem nunca o conseguirem realizar.
Uma lagoa tranquila, ou a lucidez da mente num corpo retemperado. Um cadilho finamente polido onde a magia da alquimia pode iniciar-se... O renascer ou a criação de uma nova vida.
Uma oportunidade.
Uma ilusão.
Um sonho.
03 junho 2010
Incongruente
Adjectivo
in.con.gru.en.te
1. que não tem ou é contrário à congruência; ilógico; incoerente:
Dizer que 2 + 2 = 5 é incongruente.
2. não concordante, incompatível
01 junho 2010
Dias Impares?
Os dias merdosos fazem parte da fibra da vida. Aqueles em que desde o primeiro raio de luz que espreita entre as pestanas está destinado ao derradeiro desastre. Os dias em que tudo está fora de controle, em que tudo o que pode correr mal irá seguir nesse sentido, e não temos como evitar ou escapar, está escrito que assim será!
Desastres possíveis:
Faltou a água porque uma conduta na via pública foi perfurada por causa de uma obra. Banho à gato, com água do Fastio... Um luxo!
Não há electricidade porque um disjuntor foi abalroado durante a madrugado por um carro desgovernado. Fazer a barba com lâmina ás luz de vela é uma aventura, mas sobrevivi sem um único corte (que seja visível)!
Os transportes foram temporariamente suspensos por uma 'avaria técnica', não havendo previsão sobre o momento em que serão restabelecidos. Vou chegar atrasado!
O chefe acordou mal disposto e a sua falta de educação e imbecilidade estão ao rubro, no absoluto auge (apesar disso continua sem nenhum refinamento, a inteligência definitivamente já não cresce naquela careca).
O almoço estava estragado, as verduras sabem a Sonasol, o peixe queimado por fora e gelatinoso por dentro (talvez fruto de múltiplas congelações). Dieta!
Estou tranquilamente a tentar pedir um café (uma fonte de energia para conseguir suportar toda esta insanidade), e o cliente que está no balcão, já atendido, a bebericar um cálice de vinho branco, olha para traz e diz-me se tenho alguma questão para ele, pois provavelmente já o reconheci!? Pois lamento, não sei quem é, nem tenho qualquer interesse em saber, apenas pretendo ser atendido, para que possa pedir um café, negro, fumegante, retemperante!
Estou a aturar um colega de trabalho com o seu queixume do costume, desta vez, é porque foi promovido e o vencimento é pouco maior que o anterior (entre palavras refere o valor, que é por alto, o triplo do meu)! E insistentemente queixa-se da injustiça!
A entrega das compras de supermercado extraviaram-se, foi preciso ligar para ser detectado o problema, agora ninguém sabe o paradeiro das mesmas, ninguém assume a responsabilidade, e a única sugestão dada resume-se ao contacto com os serviços pós-venda no dia posterior! Entretanto alimento-me de ar... É mais saudável!
Dois delinquentes decidem afinar comigo numa arcada escura, têm mau aspecto e procuram vitimas para os seus intentos. E logo num dia como hoje! Viro as costas, pois do confronto não pode advir bom resultado (sinceramente não sei se para eles ou para mim), mas um deles decide insistir...
Noite adentro, uma amiga fala-me no computador (enquanto estou a trabalhar no mesmo, com mais janelas abertas que o velho e pobre coitado suporta, a acreditar na lentidão a que processa o que digito), colocando-me questões que desconheço, num rol infinito de acusações. Acabei por não saber qual era a questão! Se for realmente importante, voltaremos a falar...
O mau karma condensado num único e curto momento?
A pergunta prevalece: o que terei feito de mal para merecer esta tão "educativa" semana...
Amanhã será um bom dia!
P.S. A banda sonora faz esquecer todos os males!
16 maio 2010
As Palavras e Outras Maldições...
Prenuncio de sorte ou anuncio de morte, será sempre um elogio à vida.
Legado, memórias, vivências e testemunhos serão sempre dignos de ser escritos ou verbalmente contados, não como uma elevação ao ser individual, ou uma procura de protagonismos, mas a simples e singela historia de um ser humano, contada na primeira pessoa, não como aviso à navegação (porque cabe a cada um percorrer o seu próprio caminho), mas sim uma longa lengalenga com tantas palavras como os dias calcorreados, com todos os ingredientes dignos de um qualquer romance de cabeceira (pelo menos mediano, espero eu). Umas vezes contado em tempo real, outras baseado em memórias vivazes, outras germinadas da dor e do sofrimento, todas merecem ser ditas, contadas, escritas com mão firme, mesmo quando os lábios tremem, ou com voz firme, mesmo quando o peito aperta na sua forma mais dolorosa. Os dias são longos, por vezes foram meses, outros pareceram ser anos, outros ainda apenas dizimas de um segundo de vida, mas entranhados tão dentro de nós como um cancro em remissão, que teimosamente força a sua presença ao lembrar-mo-nos da sua existência pelo simples facto de abrir-mos os olhos a cada nascer do Sol.
Legado, memórias, vivências e testemunhos serão sempre dignos de ser escritos ou verbalmente contados, não como uma elevação ao ser individual, ou uma procura de protagonismos, mas a simples e singela historia de um ser humano, contada na primeira pessoa, não como aviso à navegação (porque cabe a cada um percorrer o seu próprio caminho), mas sim uma longa lengalenga com tantas palavras como os dias calcorreados, com todos os ingredientes dignos de um qualquer romance de cabeceira (pelo menos mediano, espero eu). Umas vezes contado em tempo real, outras baseado em memórias vivazes, outras germinadas da dor e do sofrimento, todas merecem ser ditas, contadas, escritas com mão firme, mesmo quando os lábios tremem, ou com voz firme, mesmo quando o peito aperta na sua forma mais dolorosa. Os dias são longos, por vezes foram meses, outros pareceram ser anos, outros ainda apenas dizimas de um segundo de vida, mas entranhados tão dentro de nós como um cancro em remissão, que teimosamente força a sua presença ao lembrar-mo-nos da sua existência pelo simples facto de abrir-mos os olhos a cada nascer do Sol.
As palavras são entidades com vida própria, trucidam-nos o cérebro, abrindo caminho pelos ossos do crânio até chegarem a boca, rasgando-a violentamente até respirarem o mesmo ar que nós, por vezes com tanta dor, a gritar, espetando as suas farpas dentro de nós, até agarrar os pulmões, dilacerando-os, expelindo-os para fora da garganta. Outras tantas, é um caldo morno que percorre o corpo, aquecendo-nos, sai suave e tranquilo por entre os lábios, com um perfume de flores, em silêncio, uma neblina matinal que dá vida, palavras mudas, que só os olhos conseguem ouvir.
Poderiam ser apenas um incontável molho de palavras aglutinadas e mal articuladas, e certamente os mais hábeis conseguem dizer o mesmo num punhado apenas, destiladas no alambique dourado da poesia, mas estas são as que nascem de dentro e saem-me projectadas entre os lábios, e que obrigam as mãos a mexerem-se.
São as que sei... e terão direito à vida como quaisquer outras!
06 maio 2010
Sobre...
Estas são as únicas flores que quero sobre a minha campa rasa. Para sentir-lhes o inconfundível odor untado da natureza quente, das memórias dos melhores momentos da minha vida... Juntem uma mão cheia de sal marinho, quebrado dos cristais formados num charco esquecido à beira mar na maré baixa, espalhem-no sobre a terra negra e serei feliz!
18 abril 2010
Door Bell
Numa casa branca, caiada de branco, junto ao mar, pelo prazer de ouvir o som do ritmo das ondas, enquanto o ar húmido trespassava-me o corpo, e sentir o seu sabor salgado nos meus lábios, e partilhar estes momentos com todos os seres que um dia cruzem o meu caminho.
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